Mensagem enviada por: Porfírio Sperandio - Bragança Paulista - SP
Eu tinha 14 anos de idade nos idos de 1984... Lula subia no palanque da Praça da Sé com a feição de quem recebia o diploma de quarta série primária... Ele parecia Tiradentes! Pra mim ele reencarnava a mesma ânsia de independência que levou o Inconfidente ao martírio.
Tiradentes novo, sindicalista, contemporâneo. Enquanto os militares caçavam a Esquerda, torturavam os diversos nomes esquecidos, Lula - o sindicalista, tomava a fama de Terrorista. Em minha casa, ele era o cara.
Enquanto minha mãe com bicos de papagaio na coluna costurava uma bandeira vermelha com a estrela do PT, de 4 metros de largura por três de comprimento, que cobriria o Volkswagen Voyage de meu irmão mais velho para a passeata, numa alusão à decolagem do partido em meio a tanta repressão daquele momento da História, eu ouvia meus irmãos maiores, melhores em Política à época, questionar a viabilidade de um governo Lula. Os Americanos que bancavam a direita fascista no Brasil, não deixariam um operário sem instrução, ganhar o poder no maior desafio da América Latina.
Eu cresci nesse Brasil sob esse ambiente de repressão, de morte e de assassinatos de pessoas que representavam o meu país frente aos poderosos Americanos. Mas era também um País de imensas possibilidades.
Com a vitória de Collor de Melo no começo da década de 90, arrumei as minhas coisas e me mudei para o país do norte, que me empurrara os enlatados durante a minha adolescência.
Fui fazer a minha lição de casa Ad hoc, onde as idéias de dominação norte americana cresciam à medida que Lula não conseguia pacificamente ganhar o poder.
Ao contrário de muitos esquecidos na luta por nossa liberdade, por nossa soberania contra os tiranos do norte, minha história teve um final feliz. Lula está no poder. Ele é o poder. Por isso acredito em sua indicação.
Dilma mais do que Lula, representa nossa soberania contra os tiranos do Norte. Dilma lutou com as mãos na massa, enquanto Lula buscava a diplomacia pacífica.
Dilma agora vai me dar esse senso de terminar o campeonato em primeiro lugar. Ela traz os pulsos firmes de uma pessoa que herda um Brasil riquíssimo, um Brasil de imensa prospecção e de um País de primeiríssimo mundo.
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